Você provavelmente já ouviu falar sobre o flúor, certo? Nos últimos tempos, esse assunto ganhou destaque por conta de um grande movimento antifluoretante que atingiu desde as camadas mais populares até a mídia brasileira. Com isso, muitas dúvidas surgiram acerca do tema.

Pensando nesses questionamentos, resolvemos criar um artigo explicativo para tirar de uma vez por todas as dúvidas sobre o flúor e desvendar alguns mitos sobre o seu funcionamento no organismo e sua atuação no fortalecimento dentário e na saúde bucal.

Por isso, prepare-se! A seguir, conversaremos sobre o flúor e esclareceremos definitivamente uma série de afirmações e negações feitas recentemente. Continue a leitura e descubra mais sobre esse mineral tão importante!

Afinal, o que é o flúor?

Os minerais são um grupo de substâncias e compostos que atuam na manutenção da saúde. De modo geral, eles agem mais ou menos como as vitaminas, participando de reações fundamentais para o funcionamento adequado do organismo.

Embora eles façam parte de apenas cerca de 4% de todo o organismo, pode-se dizer que desempenham um papel crucial no metabolismo, nome dado ao conjunto de reações (tanto físicas quanto químicas) responsáveis por nos manter vivos e saudáveis.

O flúor é encontrado em solos ao redor do planeta e é um exemplo desse grupo, que também abrange outros componentes, como o cálcio, o magnésio, o potássio e o zinco. Já deu para perceber que ele é muito importante, não é mesmo?

Como ele atua no organismo?

A principal função do flúor no organismo está ligada ao fortalecimento e à proteção dos dentes contra as cáries. A sua ação é bastante complexa e está relacionada a uma atração entre os íons do composto e os do cálcio, mas de modo resumido funciona de duas formas distintas.

A primeira delas ocorre no esmalte dos dentes, a camada que reveste essas estruturas e confere a coloração esbranquiçada para elas. Resumidamente, o flúor age no endurecimento da área, tornando-a mais resistente à ação dos agentes externos.

Já no segundo processo, há uma catalisação (ou seja, uma aceleração) na concentração de cálcio e fosfato nos dentes, fazendo com que a sua recuperação seja muito mais veloz e eles se tornem menos propensos a sofrer com danos.

Qual é a importância do flúor para a saúde bucal?

Como visto no tópico anterior, o flúor age diretamente na proteção dentária contra a ação de agentes externos, como as bactérias e os próprios compostos acidificantes produzidos pelo organismo para a digestão dos alimentos.

Com isso, a prevenção de cáries se torna muito mais completa, tanto pelo fortalecimento da camada externa dos dentes quanto pelo aumento da velocidade no processo de remineralização dentária, essencial no caso de surgimento de pequenas lesões causadas pela cárie.

Pensando nisso, diversos países (como a Austrália, o Canadá e a Nova Zelândia) passaram a adicionar esse composto na água encanada, em um processo conhecido como fluoretação. Essa atitude foi tomada após diversos estudos serem feitos em um momento em que grande parcela da população sofria com problemas dentários, especialmente por conta do aumento do consumo de açúcares.

Como funciona a fluoretação da água?

O primeiro país a tomar essa atitude foi os Estados Unidos da América, em meados dos anos 50. No Brasil, a medida é tomada desde 1974, quando se tornou obrigatória em todas as Estações de Tratamento de Água (ETA) do território brasileiro. Todo esse processo é regulamentado por meio da Lei nº 6.050.

Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, esse mecanismo não é utilizado de maneira aleatória. As quantidades de flúor adicionadas na água variam de acordo com as suas condições, como a quantidade do mineral naturalmente existente naquele ambiente. Tudo é minuciosamente pensado e estudado antes de ser colocado em prática.

A quantidade também foi reduzida após o surgimento dos cremes dentais fluoretados, o que tornou a necessidade da reposição hídrica do mineral ainda menor. Por isso, é muito seguro utilizar a água da rede pública como maneira de repor as quantidades necessárias do flúor no organismo.

Afinal, esse mineral é prejudicial para a saúde?

Essa pergunta é, muito provavelmente, o maior mito de todos envolvendo o flúor. Logo de cara, podemos afirmar que não, esse mineral não é prejudicial para a nossa saúde. Afinal de contas, ele está na natureza e é essencial para o funcionamento do organismo, como mencionamos.

Mas quais são as razões que levam a sociedade a criar um movimento antifluoretante? Por que existe tanto receio quanto aos possíveis danos causados por esse composto, especialmente para crianças pequenas e que ainda não têm seus dentes permanentes?

O problema está no excesso do componente. Assim como ocorre no caso de algumas vitaminas (especialmente as lipossolúveis, que se acumulam no tecido adiposo do organismo e, em excesso, podem ser tóxicas), os minerais também têm uma quantidade ideal. No caso do flúor, o seu excesso pode causar um efeito rebote e danificar dentes e ossos.

No entanto, não é necessário se preocupar. Como já foi mencionado, a fluoretação da água é feita de maneira minuciosa, assim como a quantidade contida nos cremes dentais. Crianças podem utilizar produtos sem o componente, caso o dentista responsável pelo seu acompanhamento recomende.

Como é feita a aplicação de flúor no consultório do dentista?

Além dos métodos já mencionados, a reposição de flúor pode ser feita no consultório do dentista. Assim como os outros mecanismos, o objetivo deste é preventivo e deve ser feito com um profissional de confiança.

Nele, são utilizadas quantidades adequadas do mineral às necessidades de cada paciente. Por isso, o procedimento é personalizado e o que vale para uma pessoa não será necessariamente válido para outra. Além disso, a concentração utilizada dependerá do risco de cada um de desenvolver cáries e outros problemas.

A aplicação é feita de maneira indolor e é bastante rápida. No consultório, o dentista aplicará uma espécie de gel (que por vezes também é uma espuma) diretamente nos dentes. O processo leva apenas cerca de 5 minutos. A única recomendação após o procedimento é não se alimentar nos 30 minutos seguintes para potencializar a ação do produto.

Como visto, o flúor é um componente essencial para a garantia da saúde bucal, fortalecendo os dentes e protegendo-os de agentes externos. Portanto, o seu uso deve ser incentivado e acompanhado por um dentista responsável. Além disso, é fundamental que dúvidas sobre esses assuntos sempre sejam tiradas com profissionais qualificados para respondê-las!

Agora que você já sabe tudo sobre o flúor e a sua atuação no organismo, que tal ficar por dentro de outros aspectos importantes para os cuidados com a boca? Confira o nosso guia completo para manter a saúde bucal!