Na infância, o amolecimento dos dentes indica o início da troca de dentição. É um acontecimento natural que normalmente é recebido com alegria e entusiasmo pelas crianças e por seus pais. Mas e quando isso acontece com adultos?

Sentir que um ou mais dentes permanentes começam a amolecer é um sinal de alerta para diversas doenças bucais. Sem tratamento adequado, existe o risco de dano permanente e até queda — ao contrário do que muitas pessoas acreditam, perder dentes na idade adulta (ou mesmo na terceira idade) não é normal!

Para conhecer os fatores que podem ameaçar a saúde da sua boca e descobrir quando os sintomas são preocupantes, continue a leitura!

Quais são as consequências do amolecimento dos dentes?

Antes de mais nada, é preciso entender que o enfraquecimento dos dentes e seu consequente amolecimento são sintomas que precedem a queda, e por isso demandam tratamento imediato.

Perder um dente pode ter um impacto muito maior do que simplesmente afetar a estética ou prejudicar o sorriso: a falta de um molar, pré-molar ou incisivo, por exemplo, diminui a capacidade de mastigar corretamente, prejudica a absorção de nutrientes e afeta a digestão.

Além disso, é comum que a perda de um dente traga outros prejuízos ao paciente, como:

  • desajustes na arcada;
  • mau posicionamento da mordida;
  • perda óssea;
  • dor e ferimentos na gengiva;
  • problemas músculo-articulares;
  • dores de cabeça e nos ouvidos;
  • problemas de autoestima;
  • isolamento social.

Os avanços na área odontológica permitem ao paciente usufruir de diversos tratamentos para cuidar do seu sorriso e, em caso de queda, retomar as funções fisiológicas por meio de implantes.

Porém, algumas medidas simples de prevenção, como higiene adequada e visitas periódicas ao dentista, evitam a perda de dentes e garantem a saúde bucal durante toda a vida.

Quais são as principais causas do amolecimento dos dentes?

Existem várias causas que podem contribuir para o amolecimento dos dentes. Conheça as principais abaixo.

Doença periodontal

A periodontite é a causa mais comum de perda dos dentes na idade adulta devido ao enfraquecimento das estruturas que os suportam. Apesar de facilmente tratável, a doença afeta milhares de pessoas todos os anos e, sem a intervenção de um especialista, pode danificar os dentes de forma irreversível.

A doença periodontal é causada pelo acúmulo de placa bacteriana e tártaro na região da gengiva. O primeiro estágio, chamado de gengivite, é caracterizado pela inflamação das gengivas. Sem tratamento, pode evoluir para a periodontite, quando a inflamação atinge os tecidos e ossos responsáveis pelo suporte dos dentes.

Nessa fase, é comum haver infecção e abcessos dentários, já que a placa é formada por bactérias, o que aumenta o potencial de amolecimento dos dentes.

Os sintomas da doença periodontal incluem:

  • mau hálito;
  • vermelhidão e sangramentos na gengiva;
  • sensibilidade ao escovar os dentes;
  • inchaços na região.

O tratamento envolve a redução da inflamação e a investigação de possíveis causas que possam ser combatidas, evitando a reincidência do problema e diminuindo os riscos de perda de dentes. Para prevenir a doença periodontal é indicado manter bons hábitos de higiene e visitar o dentista, pelo menos, duas vezes por ano.

Bruxismo

O hábito de ranger e apertar os dentes, principalmente durante o sono, é chamado de bruxismo. Entre as causas do distúrbio, estão o estresse, a ansiedade, a apneia do sono e os problemas no alinhamento dos dentes.

Como os sintomas normalmente se manifestam quando o paciente está dormindo, muitas vezes a pessoa só procura auxílio médico no momento em que a doença já causou danos significativos aos dentes, como fraturas e desgaste do esmalte, causando dor e sensibilidade no local.

Além do ranger de dentes, os sintomas incluem dores na mandíbula e dor de cabeça ao acordar, insônia e irritabilidade excessiva. Sem tratamento, a pressão exercida pelo apertamento pode comprometer as raízes periodontais e causar o amolecimento dos dentes.

O tratamento, feito com placas de silicone ou acrílico, evita danos permanentes, mas é importante combater as causas para controlar o rangido.

Trauma oral

Nem sempre as consequências de um trauma oral são imediatas, como a queda do dente após bater a boca. Muitas vezes, um acidente pode afetar os dentes de maneira não aparente.

Um trauma na região da boca pode, por exemplo, causar o esticamento dos ligamentos periodontais, responsáveis pela inserção das raízes dos dentes no osso. Nesses casos, após alguns dias o paciente começa a notar o amolecimento dos dentes, sendo necessário buscar auxílio imediato.

Em outros casos, a fratura da raiz causada por um acidente pode se manifestar vários meses após o trauma, causando infecções e trazendo dor e sensibilidade na área afetada.

Por isso, especialistas afirmam que, em caso de acidentes em que a pessoa bate a boca, é importante visitar um profissional de confiança para uma avaliação, ainda que não exista sinal visível de dano.

Outras causas

Existem outros problemas bucais menos frequentes que também podem causar o amolecimento dos dentes:

  • falta de suporte ósseo;
  • uso de determinados medicamentos;
  • cirurgias ou tratamentos agressivos;
  • tratamento ortodôntico inadequado;
  • mau posicionamento dos dentes.

Como prevenir esses problemas?

A maior parte das causas do amolecimento dos dentes pode ser evitada com hábitos básicos de higiene bucal: escovação correta e uso do fio dental regularmente. Além disso, é importante agendar visitas periódicas ao dentista para manter a saúde dos dentes e evitar problemas capazes de comprometer sua estrutura.

Em caso de doenças ou ao notar algum sintoma ou sinal de alerta (como o amolecimento dos dentes), contar com uma equipe de dentistas multidisciplinar é fundamental para ter um diagnóstico rápido e um tratamento completo e eficiente.

Como a prevenção é a maior aliada do seu sorriso, o dentista não deve ser consultado apenas em caso de problemas ou quando surge aquela dor inexplicável.

Para ter dentes fortes e saudáveis sempre, descubra qual deve ser a frequência de visitas ao dentista e quando é hora de ir ao consultório!